Bem vindos a mais um episódio do PsicoInforma!
Hoje, com a participação especial da Ilustre Profa. Dra. Madge de Porto, os estudantes de psicologia da Universidade Federal do Acre - UFAC, Andressa Vargas, Erik Andrade e Mychaely Rocha, irão abordar acerca do conceito de maternidade compulsória, o dispositivo materno, e a maneira como a nossa sociedade cobra e coloca na mulher as obrigações machistas da maternidade construída socialmente.
“Compulsório” vem literalmente de “compulsão”, ou seja, da perda da autonomia na decisão. O quanto da nossa vontade de ter filhos foi realmente vontade nossa e o que foi socialização, pressão social, adequação? A ideia romantizada de que a mulher só se sentirá completa ao se tornar mãe, que a maternidade é sagrada, que a mulher nasce pronta para o cuidar, coloca uma pressão invisível, mas muito forte nas mulheres desde sua infância onde até mesmo a escolha de brinquedos na infância.
O dispositivo materno pode ser definido resumidamente como uma construção social ligada a um ideal de mulher na naturalização da capacidade de cuidar dos outros, seja na maternidade, tarefas de casa, quanto cuidar do marido, familiares, um doente da família. Ao mesmo tempo, a desvalorização desse papel o cuidado e imposto às mulheres como algo natural, quando na verdade exige uma carga de energia física e mental.
Referências e Recomendações sobre o Assunto
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- Blog: Saúde Mental e Gênero, por Valeska Zanello
- YouTube: Valeska Zanello
- YouTube: Entrevista com a Profa. Madge Porto sobre a Criminalização do Interrompimento da Gravidez
- Livro Gratuito: "Aborto e o (não) Desejo de Maternidade", por Valeska Zanello e Madge Porto
- Livro: "Saúde Mental, Gênero e Dispositivos: Cultura e Processos de Subjetivação", por Valeska Zanello
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- Livro: "Um Amor Conquistado, o Mito do Amor Materno", por Elizabeth Badinter.
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- Livro: "O Ponto Zero da Revolução: Trabalho Doméstico, Reprodução e Luta Feminista", por Silvia Federici
- Livro: "O Salário do Patriarcado", por Silvia Federici

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